24 abril 2008

persepolis. ilustração e cineclube.

Persepolis

»...A história de Marjane, uma garota iraniana de nove anos que cresce durante a Revolução Islâmica. Através de seus olhos, nós vemos as esperanças da população serem frustradas enquanto os fundamentalistas tomam o poder, forçando as mulheres a se cobrirem e prendendo milhares de cidadãos. Apesar de tudo, ela consegue ser mais esperta que os "guardiões sociais" e descobre o punk, o ABBA e o Iron Maiden. (..)»

Domingo á noite. Mais uma secção de cineclube . que continua como o deixámos... uma agradável e imperdível selecção de trailers de qualidade. Esta semana; o Cozinheiro, o Ladrão, a sua mulher, e o Amante dela de Peter Greenaway fez vibrar todos os sentidos. Persepolis de Vincent Paronnaud e Marjane Satrapique no domingo, uma animação. E relembro o quanto em criança dizia que queria fazer "desenhos animados"... Maybe one day...You´ll never know...

22 abril 2008

bad weather





From my car window last week in the North.

19 abril 2008

Na minha secretária emprestada em frente a um pc que não é meu, de dedos gelados e pés frios, circulam esquiços em papeis vegetais, rabiscos de um novo projecto, refazem-se listas de convidados, alinham-se músicas, googlam-se destinos parasídiacos, confirmam-se voos para o proximo destino, fala-se de saudades a quem ja´deixamos e rasgam-se sorrisos de olá a quem já ha´muito não víamos. O pensamento/sentimento oscila numa multiplicidade de tarefas.
O corpo viaja entre o Norte e o Sul preguiçando-se quando pode nos assentos gastos e tão familiares dos comboios rápidos portugueses.
Ontem foi dia de reencontro de amigos e de descoberta de novos sabores. De recomendar!!

16 abril 2008

M as Music to my ears








Casa da Musica. Rem Koolhas. 15abril2008

09 abril 2008

Oh...isto esta´muito mau...

Oh..isto esta´muito mau...
Provavelmente a frase que mais ouvi aqui desde que cheguei a Portugal.
Confesso que depois de dois anos ausente alimentava a sincera esperança que "as coisas" não estivessem tão más...ou antes...que não ouvisse essa frase tantas vezes...ou pelo menos que as pessoas que encontro sorrissem mais para a vida e não se queixassem tanto. Não..
Julgo que a situação de pessimismo e de perda de entusiasmo e esperança está pior que antes...
Não será um apenas diz por dizer? Por mero hábito? Por mera desgraçada caracteristica intrínseca aos portugueses? Como não soubessem reagir de outra forma e dar a volta por cima?
Não será parte de um sistema que as leva a reagir dessa forma? Telejornais dramáticos que exploram o coitadinho e o drama alheio? Talk-shows pindéricos que focam a vizinha da vizinha que perdeu tudo e chora desalmadamente em frente a uma assistência de reformados que so´esta´ali para ganhar uns trocados no final do dia?
A TV americana apesar de tudo não era melhor. E ate´o mendigo sorria quando eu o ignorava na rua. Recordo muitas vezes um episódio que assiti na Union Square em NY quando um jornalista perguntava a um mendigo se alguma vez imaginava que iria acabar a vida assim e se estava orgulhoso disso, ao qual este responde: sim! estou feliz e vivo feliz. Nao vejo melhor objectivo de vida! Aquilo impressionou-me de facto.
Mas voltando a Portugal. Ainda não consegui avaliar se "as coisas" de facto estão tão negras quanto as pintam. É verdade que parecem não existir grandes oportunidades de trabalho, apesar de grande parte dos meus colegas estarem ja´com escritório próprio e casa própria (coisa que terei daqui a uns 20 anos porventura...). Veste-se cada vez com mais primor. Conduz-se carros cada vez mais modernos. Mas as dívidas amontoam-se,os créditos acumulam e os clientes não pagam. Que falsa aparência e´então esta? Vive-se bem apesar de tudo. Ha´esplanadas com finos e tremoços a 50 centimos. Anda-se demasiado de carro. Os transportes e os bens essenciais estão estupidamente caros. Gasto de tlm quase tanto como gastava la´e ganha-se 1/3 .Nada que não saibamos ja´.
Entre estas dicotomias e sem alargar mais e procurar chegar a alguma conclusão se e´que esta existe, eu ca´vou andando ao sabor da mare´...indo onde a oportunidade surge. Sem casa, carro...de mochila ás costas e de mão dada a um companheiro de viagem. Até nos cansarmos.