06 junho 2008

carta de agradecimento

Tenho uma impressora Deskjet 840 desde os tempos do secundário. Fidelíssima ao seu posto de trabalho no quarto do B. em Tomar , tem sido conectada aos mais diferentes pc/laptops ao longo destes anos por variadíssimos utilizadores e nunca foi substituida. Tinteiro atrás de tinteiro, a impressora ainda fala, gemendo, arquejando, arfando e ofegando, e lá vai ejectando as folhas necessárias. A dita, apesar de já ter sido injuriada, enxovalhada e insultada da pior maneira, consegue ser fantástica numa coisa: é que vai durando e tem estado presente em todas as fases processuais verdadeiramente importantes da minha vida. Índico apenas as essenciais: o meu primeiro portfolio que me garantiu o primeiro emprego. O meu segundo portfolio que me garantiu a passagem para NY. O meu terceiro portfolio que me acompanhou a Londres em Março passado. Todas as peças escritas a distribuir no meu casamento na próxima semana. Este momento de regresso a casa dos pais em momentos de transição começam a ser indissociados deste outro; passar horas em frente a um monitor acompanhada desta banda sonora de impressão lenta e morosa que já conheço de cor. A impressora pela qual eu já perdi a cabeça inúmeras vezes, me causou sérios inícios de "mental breakdown", e verdadeiras crises de mau feitio, está ao meu lado, mais uma vez e de novo acabou por cumprir o seu papel na perfeição. Obrigada velhota!

5 comentários:

Rita Burnay disse...

Juro que ía chorando ao ler este post! Podia ter sido escrito por mim.
Também tenho a Deskjet 840, também conheço os seus sons arcaicos e mais do que isso, também imprimi as coisas todas do meu casamento nela, o meu primeiro portfolio e os bilhetes de aviao para vir para Madrid.
Obrigada por este post! E que tudo te corra tao bem como me correu a mim!

DMNY disse...

:) e so porque sou mesmo chata... fidelíssima, rapariga, fidelíssima ;)

Dinis disse...

Grande post! Sempre ao mais alto nível!

;-)

Dinis

DMNY disse...

;) ate jaaaaa (ta quase quase)

Sinapse disse...

:)) que texto tão bonito!