28 fevereiro 2007
21 fevereiro 2007
18 fevereiro 2007
15 fevereiro 2007
13 fevereiro 2007
03 fevereiro 2007
02 fevereiro 2007
Uma das coisas que mais adoro nesta cidade e´a falta de preconceitos.
Anda-se como se quer e ninguem tem nada a ver com isso...Melhor: ninguem repara. E eu já vi coisas bem estranhas... Esta semana, por ex...vi uma coisa excepcional que julgo que só eu achei estranho já que toda a gente agia como se fosse uma coisa normalissima...
No ginásio a que costumo ir, estava uma senhora de meia idade, a fazer ginástica ( especificando: a correr nas passadeiras mecânicas e a puxar pelos bíceps num aparelho designado para o efeito e que eu não faço a mínima ideia de como se chama...) de:
-camisa preta. saia pelo joelho preta. collans pretas. e : o cabelo apanhado num toutiço. Típicamente uma velhinha portuguesa.
Vá lá...estava de ténis. (pretos)
-camisa preta. saia pelo joelho preta. collans pretas. e : o cabelo apanhado num toutiço. Típicamente uma velhinha portuguesa.
Vá lá...estava de ténis. (pretos)
30 janeiro 2007
Pois bem... faz hoje um ano que me iniciei nestas andanças.
um ano civil= 365 ou 366 dias
um ano astronómico ou trópico =365,2422 días.
Podiam ser 500, 1000...nunca percebi muito bem porquê 365....mas por hoje tudo bem , deixemos as divagações de lado...
Um ano. 4 estações. 40 graus de uma humidade insuportável no pico do verão.
13 graus negativos de um vento de norte a cortar as orelhas no pico do inverno.
3 idas a Portugal. 3 viagens de avião.
3 moradas diferentes em NY. Broolkyn. Manhantan e Queens.
Entre amigos. No meio de 2 americanas. No aconchego do agora nosso lar.
2 empregos diferentes. Muitas inchas e alguns feet.
Muitos casings e muitos moldings.
Alguns hamburgers. Muitos bagels.
Italianos. Chineses. Árabes. Indianos. Gregos. Coreanos. Japoneses. Brasileiros.
um ano civil= 365 ou 366 dias
um ano astronómico ou trópico =365,2422 días.
Podiam ser 500, 1000...nunca percebi muito bem porquê 365....mas por hoje tudo bem , deixemos as divagações de lado...
Um ano. 4 estações. 40 graus de uma humidade insuportável no pico do verão.
13 graus negativos de um vento de norte a cortar as orelhas no pico do inverno.
3 idas a Portugal. 3 viagens de avião.
3 moradas diferentes em NY. Broolkyn. Manhantan e Queens.
Entre amigos. No meio de 2 americanas. No aconchego do agora nosso lar.
2 empregos diferentes. Muitas inchas e alguns feet.
Muitos casings e muitos moldings.
Alguns hamburgers. Muitos bagels.
Italianos. Chineses. Árabes. Indianos. Gregos. Coreanos. Japoneses. Brasileiros.
E alguns americanos.
Subway uptown. Downtown. A tranquilidade da East Village. A familiaridade de Astoria.
Subway uptown. Downtown. A tranquilidade da East Village. A familiaridade de Astoria.
A multidão em times square.
Um concerto ao luar entre amigos no Central Park.
A magia do Natal nas avenidas da cidade.
Arte. Musica. Gente. Convivio.
A praia de Long Island ás 6 da manha.
Um ramo de rosas em plena Wall street..
....................................
já passou um ano?
Um concerto ao luar entre amigos no Central Park.
A magia do Natal nas avenidas da cidade.
Arte. Musica. Gente. Convivio.
A praia de Long Island ás 6 da manha.
Um ramo de rosas em plena Wall street..
....................................
já passou um ano?
26 janeiro 2007
20 janeiro 2007
leslie
Trabalhou comigo uns tempos uma americana de gema (nascida em Nova Iorque) (não há muitos), pintora, praticante de ioga e melhor de tudo: com remotas origens portuguesas, mais precisamente da Ilha das Flores, Açores. A empatia gerou-se e o facto de termos algo em comum, (origens mais ou menos recentes no belo país a´beira mar plantado) desencadeou umas saidas conjuntas e uma crescente curiosidade por parte desta em descobrir o seu passado.
A americana foi despedida. E na mesma semana descobriu que daí a uns meses haveria um workshop ( tipo retiro para artistas tresloucados em busca do seu " inner circle") nos ........ Açores. Na ......Ilha das Flores. Alguem falou em estranhas coincidências??
O entusiasmo foi tanto que julgo que a moça até saiu da empresa de sorriso nos lábios, em vez de cabisbaixa como seria normal... Mas enfim..Ela lá foi. Por lá andou uns meses. E para cá voltou.
Hoje ligou-me. Falou comigo em português ( como e´que alguém aprende português nos Açores é um mistério para mim... eu própria tenho alguma dificuldade em percebê-los...) , diz que adorou,e que sente saudades sobretudo do silêncio. Não tinha rádio , nem televisão. E está a achar difíci agora voltar ao ruido de Nova Iorque.....
Impressionante.....
17 janeiro 2007
11 janeiro 2007
mechanical plans
09 janeiro 2007
06 janeiro 2007
Em ny!
Ja' de volta a' outra terrinha..a esta que tb ja' e' minha. Pelo menos um bocadito.
Em Nova Iorque, em Janeiro ando de t-shirt pela rua. Sem frio. Em casa, na cama, puxo para tras o lencol com tanto calor.. Ha' uma semana , a esta hora em Portugal, sai'a de frente da lareira da sala a correr embrulhada no meu roupao em direccao a' cozinha para encher de agua quente o meu saquinho de borracha que me aquecia a cama..Impossivel...Ou antes, impressionante! O mundo ta louco. E' de doidos. Algumas cerejeiras em Brooklyn ja' comecaram a dar flor segundo vinha noticiado num jornal local.. estaremos no's aqui a entrar na primavera?
Em Nova Iorque, em Janeiro ando de t-shirt pela rua. Sem frio. Em casa, na cama, puxo para tras o lencol com tanto calor.. Ha' uma semana , a esta hora em Portugal, sai'a de frente da lareira da sala a correr embrulhada no meu roupao em direccao a' cozinha para encher de agua quente o meu saquinho de borracha que me aquecia a cama..Impossivel...Ou antes, impressionante! O mundo ta louco. E' de doidos. Algumas cerejeiras em Brooklyn ja' comecaram a dar flor segundo vinha noticiado num jornal local.. estaremos no's aqui a entrar na primavera?
23 dezembro 2006
20 dezembro 2006
HAAAA....adoro o Natal. Adoro o ar frio deste tempo. Adoro os gorros e os cachecois. Adoro a maneira como a cidade de enfeita. Como tudo se ilumina. Como há musica por todo o lado. Como toda a gente parece inspirar felicidade. Como se retorna á infância. Como tudo parece muito mais romântico.
Adoro estar aqui no Natal. Derreto-me com o Frank Sinatra. Com qualquer Christmas carrol. Com as ridiculas bengalinhas ás riscas vermelhas, os chupachupas em espiral e os marshmallows de todas as cores...Com os soldadinhos de chumbo que se vem em qualquer loja. Com as meias vermelhas. O "sozinho em casa" ganha todo o sentido!! O pai Natal tb!!
A cidade nestes ultimos dias enlouqueceu..É rara a pessoa que não anda com um saquinho de papel na mão. As lojas estão impossiveis.. (até mesmo para mim..).. Tudo corre.
Curioso é o facto de ainda só ter visto um único presépio em NY e foi numa loja de antiguidades..
11 dezembro 2006
10 dezembro 2006
05 dezembro 2006
28 novembro 2006
21 novembro 2006
Devo ter nascido num dia de indecisão.Sempre fui indecisa.
aula de desenho : The Art Student League NY
aula de dança moderna : Dance New Amsterdam
Indecisa por gostar de demasiadas coisas. Indecisa por ter várias e intensas paixões.Por nunca preferir uma acima das outras. Por querer todas de forma igual.
O primeiro "drama" surgiu na escolha de um curso, a segunda de uma profissão, de uma forma de vida, ....Com a escolha de uma profissão, uma paixão sobressaiu de forma não pretendida, inevitável. As outras continuam. E numa tentativa de lhes dar tempo de antena desdobro-me em actividades extras procurando abraçar todas elas. E desta forma vivi a fotografia e vivi o canto. Agora vivo estas:
aula de desenho : The Art Student League NYE esta ultima que sempre quiz experimentar e que finalmente uma amiga me convenceu :
aula de dança moderna : Dance New Amsterdam13 novembro 2006
10 novembro 2006
chamem-lhes burros...
Eu não sei se lhes hei-de chamar burros ou inteligentes, mas o que é certo é que, aqui, toda a gente é abordada á partida (ainda que de uma forma indirecta) como atrasada mental.
O primeiro dia de trabalho foi elucidativo nesse aspecto: todos os desenhos do projecto a apresentar tinham mais letras que linhas. A sufocante legendagem descrevia todos os pormenores do projecto por mais que estivessem desenhados e detalhados ... "esta linha a tracejado representa o tecto em cima.." esta linha representa isto e aquilo.. " enfim...uma autêntica confusão, a que não estava mínimamente habituada. Neste caso um mal necessário pensei.... adiante...
O segundo momento de constatação foi quando me dirigi a uma W.C. pública e ao lado do espelho da casa de banho aparecia um cartaz com o seguinte aviso (traduzindo): "Todos os empregados são obrigados a lavar as mãos depois de utilizarem o W.C. " Isto avisa-se?? pensei...É preciso dizer??
A partir daí com os olhos mais abertos reparei que, tudo, mas mesmo tudo tem indicações e legendas. Desde os locais por onde andamos, como os produtos que consumimos, passando pela forma como se apresenta um trabalho..um projecto. Tal e qual como se vivessemos num mundo de crianças.. "Abra a tampa por aqui." "Beba o sumo por acolá." "Enfie isto num sei onde"...Enfim.... uma paranóia.
Eu sei que se trata de por as coisas bem claras para o tão em voga "processo" não seja imposto a qualquer um de qualquer maneira, mas não deixo de sorrir quando abro uma lata de atum assim:
O primeiro dia de trabalho foi elucidativo nesse aspecto: todos os desenhos do projecto a apresentar tinham mais letras que linhas. A sufocante legendagem descrevia todos os pormenores do projecto por mais que estivessem desenhados e detalhados ... "esta linha a tracejado representa o tecto em cima.." esta linha representa isto e aquilo.. " enfim...uma autêntica confusão, a que não estava mínimamente habituada. Neste caso um mal necessário pensei.... adiante...
O segundo momento de constatação foi quando me dirigi a uma W.C. pública e ao lado do espelho da casa de banho aparecia um cartaz com o seguinte aviso (traduzindo): "Todos os empregados são obrigados a lavar as mãos depois de utilizarem o W.C. " Isto avisa-se?? pensei...É preciso dizer??
A partir daí com os olhos mais abertos reparei que, tudo, mas mesmo tudo tem indicações e legendas. Desde os locais por onde andamos, como os produtos que consumimos, passando pela forma como se apresenta um trabalho..um projecto. Tal e qual como se vivessemos num mundo de crianças.. "Abra a tampa por aqui." "Beba o sumo por acolá." "Enfie isto num sei onde"...Enfim.... uma paranóia.
Eu sei que se trata de por as coisas bem claras para o tão em voga "processo" não seja imposto a qualquer um de qualquer maneira, mas não deixo de sorrir quando abro uma lata de atum assim:
08 novembro 2006
01 novembro 2006
Um mundo de surdos-mudos..
Vive-se em Nova Iorque entre surdos-mudos munidos de auscultadores.
Em plena hora de ponta, no coracao da cidade, num metro lotado de gente, chega-se por vezes, de uma forma inacreditavel, ao puro silencio.
Olho ao meu redor. Ninguem fala. Toda a gente escuta.
Munidos com os seus hi-pods cada qual ouve e vive o seu mundo.
Chego ao trabalho... ligo o pc e coloco os meus. Radio universitaria em pleno escritorio frenetico americano. E estou no meu mundo.
Vive-se em Nova Iorque entre surdos-mudos munidos de auscultadores.
Em plena hora de ponta, no coracao da cidade, num metro lotado de gente, chega-se por vezes, de uma forma inacreditavel, ao puro silencio.
Olho ao meu redor. Ninguem fala. Toda a gente escuta.
Munidos com os seus hi-pods cada qual ouve e vive o seu mundo.
Chego ao trabalho... ligo o pc e coloco os meus. Radio universitaria em pleno escritorio frenetico americano. E estou no meu mundo.
30 outubro 2006
27 outubro 2006
21 outubro 2006
17 outubro 2006
15 outubro 2006

Bem... o Inverno chegou á cidade. E não de mansinho, mas de uma forma frontal e directa como quem diz: "olá, lembram-se de mim? " De t-shirts e camisolinhas de alças que usei ainda a semana passada , olho agora para o cachecol e para o meu "edrondon portátil" esquecidos no armário desde o ano passado. Já? E aquela roupinha intermédia? Não está aqui a falhar nada?
Pelos vistos não. E o cachecol e o edredon já souberam muito bem para enfrentar a rua ontem.
Chama-se Outono. Porque estamos em Outubro, porque as aulas começaram há um mes, porque já não faz calor. Mas este daqui é diferente. É frio.
Hoje ligaram o aquecimento cá em casa. E é o começo de uma jornada que só deve acabar lá para meados de Abril. Confesso que já sentia saudades de uma aragem fresca. Como sinto de tudo o que já não vejo há algum tempo. Como me acontece em todos os finais de uma estação. Mas sei que isto passa depressa.
Olha, que venha. que remédio..
11 outubro 2006
09 outubro 2006
A escola começou há cerca de um mês. Vêem-se mais crianças em N.Y.
Mas mais incrível que a presença de crianças em NY, é assistir á presença de dezenas de pais que acompanham os filhotes em tais andanças.
Todos os dias de manhã a caminho do metro , me deparo com o mesmo cenário. Ou antes, com as mesmas personagens. Todas elas a caminho do school bus que fica no final da rua. O tipico americano gordo com o pequeno filho obeso , ambos de sandes na mão , a mexicana pequena , escura e redondinha com a sua filha pequenina escurinha e redondinha, a indiana de trajes típicos e as duas filhas rigorosamente trajadas, o chinês a ler o jornal enquanto caminha e o filho 3 passos atrás atento a tudo.
Já na cidade, á porta de duas escolas primárias aglomeram-se os papás babados e por ali permanecem em amena cavaqueira como se não tivessem um dia de trabalho pela frente..
Talvez seja só impressão minha, ou o facto de trabalhar numa zona com duas escolas primárias e de viver perto de uma paragem de um school bus, me esteja a atrofiar a vista.. Mas parece-me que nem em Portugal isto se passa. Sim , eu tb tenho pai que me levava á escola. Mas de carro. E bem bom!!
É esta proximidade que torna NY tão unica...fria e impessoal ás vezes, e outras vezes tão proxima e familiar.
02 outubro 2006
Subscrever:
Mensagens (Atom)


jpg.jpg)
pg.jpg)




















